Soltei os laços
Segui meu próprio rastro
E me quis muito
Como nenhuma outra
Pessoa entenderia
E o tempo se tornou meu
Fui vento...
Me fiz à corte
E me apaixonei por mim
De mim eu quis tudo
E de tudo me dei
De mim tive o respeito
Me dei amor como ninguém
E de mim, só quis amor.
O melhor eco
A melhor resposta
Veio de mim para mim.
Meu primeiro encontro
Foi comigo
E sem reservas
Pra mim eu fui tudo...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Prefácio
Me vi embriagada com palavras que a vida foi colocando diante de mim.
Tornei-a uma emoção escrita.
Tomei tudo emprestado de pessoas que passaram por mim e que de alguma maneira me emocionou.
A vida me emociona.
O desafio sempre foi meu prato preferido e o olhar minha melhor escola.
Esse livro se tornou um caminho desconhecido e não tive medo, pelo contrário, segui-o.
Ele me fascina.
O amor está aqui entre palavras, entre páginas...
Te convido agora a trilhar esse caminho em minha companhia.
Me vi embriagada com palavras que a vida foi colocando diante de mim.
Tornei-a uma emoção escrita.
Tomei tudo emprestado de pessoas que passaram por mim e que de alguma maneira me emocionou.
A vida me emociona.
O desafio sempre foi meu prato preferido e o olhar minha melhor escola.
Esse livro se tornou um caminho desconhecido e não tive medo, pelo contrário, segui-o.
Ele me fascina.
O amor está aqui entre palavras, entre páginas...
Te convido agora a trilhar esse caminho em minha companhia.
Sobre a autora
Conheci Vânia Lopez nos idos de 2001, tímida, num atelier de pintura, tentava seus primeiros contatos com tintas e pincéis. Tentava também um reencontro consigo mesma. Insistia, como se tivesse a mais plena certeza que daqueles tímidos traços, algo exuberante brotaria de repente. E foi o que aconteceu, começou a caminhar seu lápis pelo papel, cada vez com mais liberdade, cada vez com mais segurança até emergirem figuras absolutamente surpreendentes, figuras masculinas e femininas, figuras humanas, formas lânguidas, atrevidas, sensuais, ingênuas e mais que tudo, inesperadamente humanas, surpreendentemente vivas como a alma de Vânia, que começou então a despertar de um sono, despertar para sempre e com toda a força dos que vêm revigorados depois das superações, depois da tempestade, junto com o sol. Vânia Lopez, essa moça de Minas que tem a arte transpirando pelos poros, já surpreendeu (inclusive a si mesma) com exposições de pintura contemporânea na cidade de Pouso Alegre. Revela-se também poeta, com um estilo forte, algumas vezes contundente, outras vezes com palavras delicadas mas convincentes .
A poesia de Vânia Lopez vai muito além de qualidades literárias, ultrapassa suas próprias vivências e de uma forma irresistível nos convida a partilhar com ela as nossas emoções. Essa obra, assim como suas pinturas, expõe sem pudor, mas com delicadeza, uma arte colorida e muito bem definida dentro da sua proposta de formas absolutas e concretas. Com certeza, é o retrato de uma alma guerreira, e talentosa. O leitor vai encontrar em cada poema uma surpresa, e muitas vezes, a surpresa será um espelho, refletindo sua própria imagem. Vânia, para escrever esse livro, se despiu de tudo que ela poderia ser, para ser todas pessoas, e isso faz de sua obra, um mágico deleite de encontros, do próprio leitor com a poesia aqui descrita. Despretensiosa e ao mesmo tempo de alcance profundo, sua visão e seus sentimentos sugerem uma longa viagem pelos caminhos do ser, do estar, do sentir, sem compromisso com fórmulas pré-concebidas, ela (Vânia, bem como sua poesia) passeia livremente entre palavras, textos, contextos que vão do cotidiano ao âmago de tudo o que pode ser um ser humano, e tudo o que ele pode não ser. Eu percebi nessa incrível artista, um estilo totalmente cristalino, como uma fonte nova que brota de nenhum lugar que não seja a própria artista, não vejo nenhuma influência que não sejam as suas próprias certezas e as suas mais profundas convicções, é isso que faz do livro uma coisa impressionante, porque além de não seguir estilos, não tem outra inspiração que não seja o dissecar da própria alma de quem escreve.. É como dezenas de janelas se brindam à luz, como se até mesmo os momentos escuros trouxessem a tona uma beleza ainda não vista, ainda não percebida. É esse o maior encanto de Vânia, é o seu olhar, um olhar inusitado, um olhar diagonal que atravessa estradas já percorridas e faz um caminho novo. Sinto-me realmente lisonjeada por participar desta única página, mas mais que isso, me sinto feliz pelo contato mágico com sua obra.
Maria Regina Muniz
Conheci Vânia Lopez nos idos de 2001, tímida, num atelier de pintura, tentava seus primeiros contatos com tintas e pincéis. Tentava também um reencontro consigo mesma. Insistia, como se tivesse a mais plena certeza que daqueles tímidos traços, algo exuberante brotaria de repente. E foi o que aconteceu, começou a caminhar seu lápis pelo papel, cada vez com mais liberdade, cada vez com mais segurança até emergirem figuras absolutamente surpreendentes, figuras masculinas e femininas, figuras humanas, formas lânguidas, atrevidas, sensuais, ingênuas e mais que tudo, inesperadamente humanas, surpreendentemente vivas como a alma de Vânia, que começou então a despertar de um sono, despertar para sempre e com toda a força dos que vêm revigorados depois das superações, depois da tempestade, junto com o sol. Vânia Lopez, essa moça de Minas que tem a arte transpirando pelos poros, já surpreendeu (inclusive a si mesma) com exposições de pintura contemporânea na cidade de Pouso Alegre. Revela-se também poeta, com um estilo forte, algumas vezes contundente, outras vezes com palavras delicadas mas convincentes .
A poesia de Vânia Lopez vai muito além de qualidades literárias, ultrapassa suas próprias vivências e de uma forma irresistível nos convida a partilhar com ela as nossas emoções. Essa obra, assim como suas pinturas, expõe sem pudor, mas com delicadeza, uma arte colorida e muito bem definida dentro da sua proposta de formas absolutas e concretas. Com certeza, é o retrato de uma alma guerreira, e talentosa. O leitor vai encontrar em cada poema uma surpresa, e muitas vezes, a surpresa será um espelho, refletindo sua própria imagem. Vânia, para escrever esse livro, se despiu de tudo que ela poderia ser, para ser todas pessoas, e isso faz de sua obra, um mágico deleite de encontros, do próprio leitor com a poesia aqui descrita. Despretensiosa e ao mesmo tempo de alcance profundo, sua visão e seus sentimentos sugerem uma longa viagem pelos caminhos do ser, do estar, do sentir, sem compromisso com fórmulas pré-concebidas, ela (Vânia, bem como sua poesia) passeia livremente entre palavras, textos, contextos que vão do cotidiano ao âmago de tudo o que pode ser um ser humano, e tudo o que ele pode não ser. Eu percebi nessa incrível artista, um estilo totalmente cristalino, como uma fonte nova que brota de nenhum lugar que não seja a própria artista, não vejo nenhuma influência que não sejam as suas próprias certezas e as suas mais profundas convicções, é isso que faz do livro uma coisa impressionante, porque além de não seguir estilos, não tem outra inspiração que não seja o dissecar da própria alma de quem escreve.. É como dezenas de janelas se brindam à luz, como se até mesmo os momentos escuros trouxessem a tona uma beleza ainda não vista, ainda não percebida. É esse o maior encanto de Vânia, é o seu olhar, um olhar inusitado, um olhar diagonal que atravessa estradas já percorridas e faz um caminho novo. Sinto-me realmente lisonjeada por participar desta única página, mas mais que isso, me sinto feliz pelo contato mágico com sua obra.
Maria Regina Muniz
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